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domingo, 29 de novembro de 2009



Prece de cura Vovô Benedito *****

Benedito vós com as suas milagrosas mãos, abençoai essa enfermidade com seu
benzimento milagroso.
Benedito louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo que com toda a prece de
vossa cura abençoai essa enfermidade. (Fazer o sinal da cruz).
Benedito preto
Benedito pescador
Com a sua graça e suas curas entrego a você em nome do PAI, DO FILHO e do
ESPÍRITO SANTO (fazer o pedido).
Rezar 1 Ave-Maria todos os dias ao meio-dia durante 7 dias.
Agradecer as Santas Almas .
E verá seu pedido alcançado...
Que assim seja...!!!





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ORAÇÃO A PAI BENEDITO DE ARUANDA
Salve São Benedito!
Saravá o Cruzeiro Santo das Almas!
Saravá o bondoso preto-velho de Umbanda Pai Benedito de Aruanda, alma
bendita e abençoada, que um dia nasceu nas terras da velha mãe África.
Suplico a tua força para me desamarrar dessas amarguras que depositaram em
minhas costas.
Pai Benedito de Aruanda, fostes um grande rezador e curandeiro; livravas os
infelizes das ganas dos males físicos e espirituais, me ajude agora e
sempre, por onde meus pés cansados caminhar.
Cruza a tua pemba imaculadamente branca, como são teus cabelos, pedindo o
Pai Olorum, Pai Zambi, Pai Oxalá para trazer paz em minha vida e a angústia
do meu coração desaparecer.
Ao fumar o teu cachimbo, tua fumaça faz desenhos no ar, carregando o medo, a
calúnia e tudo o que venha fazer meu coração sofrer.
Oh! Meu Pai Benedito de Aruanda , com tuas ervas reze para abrir meus
caminhos, espantando meus inimigos, os feitiços e as ciladas bem armadas, me
livrando e livrando meu Anjo da Guarda.
Grande preto-velho da seara da Umbanda, vencedor de muitas demandas, pois
nunca vi perder uma parada, me dê às vitórias que preciso.
As Santas Almas te rendem homenagens meu bom preto-velho e as almas
sofredoras como eu, pede a tua luz para clarear quem vive em trevas.
Pai Benedito de Aruanda , a partir de agora, respiro de alívio, pois sei,
que diante desta reza, o meu hoje, o meu amanhã e o meu sempre, serão de
alegria e de muitas felicidades.
Saravá! Ao grande Pai Benedito de Aruanda.
[Alex de Oxóssi]





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PRECE POEMA A "PAI BENEDITO DE ARUANDA"
Ronaldo Linares
Meu bondoso Preto-Velho!Aqui estou de joelhos, agradecido
contrito, aguardando sua benção.Quantas vezes com a alma ferida, com o
coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por
vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me
sussurravas ESPERANÇA.Quantas vezes desejei romper com a humanidade,
enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido
em minha mente, me dizias simplesmente:
" Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas,
não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também
sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui
injustiçado.Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado
em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente
me envolvia intensamente, por que algo me dizia, que eu nunca mais veria minha
Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão,
minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua,
fria, acorrentada num infecto porão.
Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande
tempestade?
Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela
gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão
velhinha, por maldade acorrentara.
E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu
peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá
ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada
esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.
Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi
lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e,
como gado, com ferro em brasa marcado.
Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas,
as suas lanças de guerra?
Porém, nada acontecia, e a toda parte que olha, somente um coisa via. terra.
Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.
Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a
lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.Quantas vezes,
depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos
aprendia, que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes
me disseram que Zambi olhava por mim.
Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a
filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da
vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer,
sei que vou morrer contente.E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha
em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era
chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração
disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo,
morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um
braço e levantei-a do chão.Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a
menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço,
errando, por minha causa, o seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente,
tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que
sumia no matagal.Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de
aço que a deviam matar. olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me
fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que
falar, não sabia o que pensar.Meus pensamentos estavam numa grande confusão,
vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a
serpente errando o bote. senti um aperto no coração, as minhas mãos
calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria
vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.
Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um
dia chegou e Benedito acabou.Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova
vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos
de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão.Fomos mártires
nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor,
do perdão".

Pai Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande


ABC e responsavel pelo Santuário Nacional da Umbanda

 Enviado por nossa irmã e benta MARCIA NUNES





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